quinta-feira, 31 de março de 2011

Missing u(s)

Sinto saudades. Saudades completamente irracionais de coisas sem importância. As discussões, amuos, provocações, as parvoíces, os abraços, as lágrimas, as piadas, os sorrisos. Coisas sem qualquer importância. Coisas nossas.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Bitter-sweet

Sabes o que não é justo? Entrares e saíres da minha vida como se nada fosse. Nunca te pedi nada, muito menos palavras e gestos doces, cativantes, afectuosos. Destabilizaste tudo. Viraste tudo avesso, viraste as costas e deixaste-me afundar. Roubaste-me todas as palavras, roubaste-me tempo, sentimentos e emoções. Deste-me uma rotina, fizeste-me querer, desejar, fizeste-me pensar que também precisava daquilo. Deste-me dúvidas, ansiedade, desespero, trouxeste o medo de volta. Envenenaste tudo. E, mais uma vez, tenho de me recompor, recuperar o equilíbrio que tinha antes de invadires a minha vida. Tenho de fingir que não me importo, que me é indiferente, que sou superior, que ultrapassei tudo num abrir e fechar de olhos. Vou ter de sorrir, mostrar-me contente, falar alegremente, usar de novo esta máscara.
Mas agradeço-te. Por breves momentos pude apreciar um leve cheirinho do que é sentir.


sexta-feira, 4 de março de 2011

Twisty game


Quero-te.
É, sinceramente, a única realidade que não questiono. Tudo o resto interrogo. Já não há nada que a dúvida não tenha contaminado, a segurança abandona-me a partir do momento em que entras porta dentro. Sempre que o fazes carregas toneladas de perguntas, um oceano de desconfiança, de ciúmes, de histórias por contar, de nomes para memorizar. Não te podias limitar ao orgasmo de felicidade com que me brindas cada vez que te ouço, te vejo, te cheiro, te dou a mão, te beijo? Não podes resignar-te e deixar fora todas as bagagens que só me envenenam o pensamento?
És tão estupidamente reconfortante, mas num segundo consegues mergulhar-me na água gelada que me corta a respiração, deixar-me todo estilhaçado por dentro. Que ambiguidade é essa? Porquê tamanha bipolaridade? Este perverso jogo dá-te assim tanto prazer?
Mas quero-te. Inquestionavelmente, Quero-te. Talvez eu, mero e natural humano, também tenha gozo com este encarnado jogo.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Life's History

Partilha (-te).
(Des) Aprende.
Constrói (-te).
Sorri.
Chora.
Fala.
Grita.
Desabafa.
Sonha.
Luta.
Sofre.
(Des) Espera.
D/R esiste.

Escreve a história da tua vida.
Escreve-a comigo.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

TU.

Cansei de raciocinar. Cansei de segurar as barreiras e ir criando umas a seguir às outras sempre que alguém novo entra na minha vida. Quero sentir outra vez. Sentir que não há mais ninguém para além daquele alguém, fazer girar o meu mundo à sua volta, não pensar em mais nada a não ser estar com esse alguém e fazer tudo para que tal aconteça. Sorrir só porque está a meu lado, e porque sei que está comigo e é comigo que quer estar. Não quero mais acreditar que todos os que passam por mim apenas o fazem para me despedaçar mais um pouco do coração, mas acreditar e voltar a ter fé que há alguém menos errado, menos imperfeito, e capaz de voltar a pôr os meus sentimentos em modo on, estes que têm estado demasiado tempo adormecidos.
Quero as lamechices, os abraços e beijos, os sorrisos, as gargalhadas, as lágrimas, a ansiedade, o nervosismo, a explosão de felicidade, o aperto no coração, a esperança, os pequenos e grandes momentos marcantes para toda a vida. Quero o turbilhão de sentimentos tão característico do amor.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Route Unknown

«Há aqueles momentos que guardas na memória e que te obrigam a dizer “Vale a pena”». Há aqueles momentos vividos tão inesperadamente que, quando dás conta que são de facto reais, nem consegues esclarecer-te racionalmente como eles chegaram, até que percebes que não há razão. Chama-lhe destino, coincidência, o que quiseres, a verdade é que algo te trouxe até àquela situação, àquele momento único, esse que virou a tua vida do avesso sem se quer dares por isso. Talvez por não saberes naquele instante o quanto iria afectar-te é que se torna uma memória tão marcante. Inesperada, vivida sem pensar no depois, mas no agora, acaba por tornar-se um marco na tua vida.
No entanto dá-te vontade de perguntar como aconteceu? Ou melhor, como é que deixei que acontecesse? Talvez já soubesses, sem o saber, que estavas pronto para tomar outro risco. Não é daí que nascem grandes empresas, grandes negócios, grandes relações, grandes e épicos amores? Sim, tudo na vida é feito de riscos. A questão é que estes carregam mais riscos, mais dúvidas, e mais perguntas quando olhas para o futuro. Valerá a pena o que tens em função do que poderás perder? O tempo que levas a tê-lo em função do tempo que tomas a perdê-lo? Eu respondo por ti: vale muito mais que a pena, vale ouro. Mesmo que o risco te leve ao fracasso e desilusão é mais uma bagagem que levas contigo, mais umas lições que te ajudarão da próxima vez que arriscares. Ficar de braços cruzados, evitando todos os riscos é que é o maior erro que podemos cometer, pois ficaremos sem saber onde nos poderia ter levado aquele caminho. Perdemo-nos? Então continuamos até encontrar outro caminho porque, acredita, ele existe, só tens de tomar mais atenção à estrada.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Heal it


If it's a broken part, replace it 
If it's a broken arm then brace it 
If it's a broken heart then face it